Quando...!

24 comentários
 

Quando já não resta nada
ainda assim fica um vazio
que corta como aço de navalha...

.
Leia +...

Alma inquieta...!

24 comentários
 


Minh'alma anda inquieta. Vagueia por entre ruelas e becos de mim mesma, a procura de sei lá o que. Talvez palavras novas, que possam traduzir melhor velhos sentimentos, ou, quiçá, novos matizes, para pintar a vida, já tão desbotada e cansada dos velhos entretons. Quero o novo, o inconquistável, o impossível, quero a descoberta de algo que faça a diferença nessa mesmice do dia-a-dia. Já não quero mais as encanecidas letras , as pontuações, frases feitas, e bordões. Quero o inusitado, o insólito. Estou entediada das mesmas cores, das mesmas paisagens, dos mesmos maçantes coloridos, os mesmos vocábulos. Quero desbravar o novo. Quero um explosão de cores que escondam a pasmaceira que existe por aí, diferentes nuances para o cinza da melancolia... Quero um punhado de palavras novas, que sejam capazes de exprimir o que estou sentindo, já que as avelhantadas já estão tão gastas... Minh'alma quer calma, quer serenidade, a paz contida no vôo dos pássaros, ou nos campos floridos da primavera.



.





Leia +...

És...!

38 comentários
 
És minha busca
Minha espera
Minha ansiedade
Habitas meus pensamentos
Dominas meus desejos
Senhor dos meus sonhos
És dono da minha imaginação...
Sem conhecer o teu sorriso
Sem provar teus beijos
Sem olhar nos teus olhos
Sem sentir teu abraço
És minha inspiração...
Sem te amar
sem te sentir
Sem te tocar

És minha obsessão...



* Não importa quão paradoxal possa ser a arte dos encontros.As vezes pode ser uma Caixa de Pandora...
Leia +...

Assim vou te esquecendo...! II

41 comentários
 

E passam-se as estações. Foi-se o outono, com suas árvores tingidas de vermelho, profusões de folhas pelo chão, dias curtos, noites longas e um friozinho anunciando o inverno, inverno que chegou rigoroso, trazendo mais gelo para um coração já petrificado depois de sua ausência. Um frio que tinge de branco a relva, nas noites de solidão em que suas lembranças são como fantasmas, a assombrar-me a alma. Uma lareira crepitante a um canto, pinta de dourado uma sala escura, projetando nas paredes imagens fantasmagóricas. Uma taça de vinho me faz companhia, acordes de uma triste melodia ecoa pelo ambiente, e trazem a minha memória, os momentos vividos com você, e uma dor cortante vai trespassando minha alma, numa certeza angustiante de que foram só momentos, nada mais que momentos. Fito as chamas, como se pudesse ver nas labaredas que sobem, o seu rosto, ou sentir no calor que emana desse fogo, o aconchego dos seus braços quando me abraçavam. Simulo um abraço com meus próprios braços, me encolho no tapete, e fico assim imóvel, e um frio que fogo nenhum aquece invade o meu corpo. Preciso de você, e essa dependência me angustia. Queria-te dispensável, descartável, algo para ser usado e jogado fora, uma noite de aventura e nada mais. Não assim, invadindo-me, ocupando espaços, destruindo todas as minhas resistências, abalando minhas estruturas, crescendo dentro de mim como uma planta parasita, sugando todas as minhas energias. Tuas lembranças são assim, queimando-me, ardendo em minhas entranhas, como as brasas que vão ficando na lareira. Sorvo mais um gole de vinho, troco a música, atiço o fogo, volto a fechar os olhos, sinto o calor que vem da lareira, e de novo me vejo invadida por essas recordações que queria ver reduzidas a cinzas, lembranças que transformam meu coração numa geleira glacial.



*Texto escrito em 29/06/2010.
Leia +...

Uni Duni Tê...!.

30 comentários
 






Ou isto, ou aquilo

Cecília Meireles


Ou se tem chuva e não se tem sol,
ou se tem sol e não se tem chuva!


Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!


Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.


É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo nos dois lugares!


Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.


Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo...
e vivo escolhendo o dia inteiro!


Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranqüilo.


Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo
.


.

Leia +...

Sentido...

36 comentários
 


Um belo dia a gente acorda com uma grande questão:
To be, or not to be? Shakespearianamente falando, uma bela frase....
Ou simplesmente: quemcosô, doncovim, oncotô, proncovô?
Ou traduzindo todo esse emaranhando de palavras, cadê o sentido das coisas, da nossa vida, de tudo que fazemos mecanicamente todos os dias?
Como robôs vamos vivendo uma dia atrás do outro, e de repente, não mais que de repente, uma bela manhã, todas essas coisinhas que fazemos roboticamente perdem o sentido.
Como nessa fotografia, desse cajueiro que se perde num intricado entrelaços de galhos, também nossa vida se perde num intrincado mapa de caminhos, impossível de ser decifrado, e aí começa a dúvida atroz: Onde está o norte?
Acho vou alí, comprar uma bússola...



.
Leia +...

Voltas...!

34 comentários
 



Nas reviravoltas da vida, queria de volta algumas voltas.

.
Leia +...

Restos...!

19 comentários
 


Assim termina uma história de amor; em um monte de papeis rasgados.

Pedaços de papel que que antes eram mensagens de carinho, paixão, amor, de repente se tornam lixo, descartáveis, prontos para irem para o fogo.
Melancólico, mas de uma verdade tão cortante...
Uma constatação que dói: O amor termina, acaba, finda, morre!
E dói mais, quando finda para uma das partes. Nem sempre acontece uma morte mútua.
Mas a dor, essa é de ambos.
Uma dor imensa de ter amado de menos.
Uma dor sem limites de ter amado demais
E aí? Morrer de amor, definhar aos poucos, achar que a vida perdeu o sentido?
Não! Hora de limpas todas as gavetas e recomeçar, afinal a vida é assim, mutável.
E nós, sempre estamos prontos para novos recomeços, novos amores...




PS: Estava ajudando uma pessoa muita querida a se desvencilhar dos restos de um amor.
Ao ver o monte de papeis, cartões e tantas lembranças reduzidas a pedacinhos, não resisti e capturei essas imagens.
Leia +...

Assim vou te esquecendo...!

43 comentários
 



Às vezes fico assim, perdida entre palavras, afogada entre letras e sílabas, numa noite em que o sono não vem. Faço da escrita meu mundo particular, onde reino absoluta num castelo de fantasias. Nesses momentos em que me deixo levar pela imaginação, e que deixo a emoção vir a tona, as lembranças me invadem e fazem de mim refém. E começo a divagar, e a buscar o que me resta de ti. Pedaços e mais pedaços de recordações vão se juntando como um intrincado quebra-cabeça, e fico a buscar o que ainda consigo guardar na memória o que ficou dos momentos que passamos juntos. E nessa hora me vejo desejando ardentemente que houvesse uma volta ao passado e eu pudesse recomeçar tudo novamente.

Queria voltar no tempo, ter uma segunda chance e viver tudo aquilo que vivi com contigo de uma outra forma. Queria te conhecer hoje, de novo, queria voltar a experimentar aqueles sentimentos que me faziam gelar as mãos e disparar o coração. Eu apenas queria ter a mágica de congelar sua lembrança, e nada mais...Me cobro, me culpo, me puno e até me colocaria de castigo, de joelhos em cima de grãos de milho, para deixar de ser exagerada e colocar os meus sentimentos assim, tão expostos, como se abrisse suas entranhas e colocasse as vísceras a mostra. Mas de novo volto a repetir que sou assim, intensa, sem saber como usar meio termos quando se trata de se emoção.

Eu apenas não obedeci meu coração, e nem segui a razão, me deixei ser apanhada pela paixão... Nada mau, já que isso mostra que estou viva! Sei que isso vai passar, está passando, já não é tão amiúde as saudades que tenho de ti... Agora tem intervalos em que até te esqueço... Vai chegar a hora em que suas lembranças desaparecerão, como desaparecem aquelas trilhas de condensação que o avião deixa no céu, quando o calor das turbinas entra em contato com o ar frio da atmosfera. Vai passar, e não se sinta com medo ou culpado por nada. A vida é assim, e vivê-la implica em correr todos os riscos. Prefiro correr todos os riscos a deixar e viver. Esse é o meu lema de vida.
Portanto me desculpa se te meto medo... Apenas sou um tanto exagerada!




Atualiado em 29/06/2010

.
Dispensa apresentação... Uma múscia simplesmente linda!



Leia +...

Meu jeito de dizer que te amo...!

66 comentários
 




Meu jeito de dizer que te amo




Exagerada, melodramática, impetuosa, insana, profana, ardente, intensa desvairada, avassaladora!

Assim sou eu. Não sei falar de amor com meias palavras. Não sei ser contida, cautelosa, nem sutil na hora de falar de sentimentos.

As palavras escorregam pelas pontas dos meus dedos e vão formando letras nessa tela branca, que tentam expressar esse meu sentimento. Esse amor me enche a mente, o coração, derrama pelos meus olhos, e me deixa assim, fazendo poesia, sem ser poeta, cantando, sem ser cantora, filosofando sem nada entender de filosofia.

Meu jeito de dizer que te amo é assim, como uma bebida forte queimando garganta abaixo. É labareda que arde por dentro e alastra por todos os lados, incendiando tudo. É onda gigantesca que rebate nas rochas repetidas vezes e não desiste, até deixar sua marquinha na pedra bruta. Só assim sei dizer que te amo!

Meu jeito de dizer que te amo é como uma tempestade tropical, inunda, alaga, escorre, encharca. É como a força das avalanches, nas brancas montanhas de neve, ou tufões que açoitam com força descomunal tudo que beira a costa. Meu jeito de dizer que te amo, tem a força da natureza enfurecida, porque amar não tem limites nem medidas.

E, no entanto, meu amor é tão frágil, tão puro, tão quebradiço como um cristal. E esse amor é tão dependente de você, de seus carinhos de seus cuidados, de seu afeto, e por ser assim, tão delicado é que meu jeito de dizer que te amo é tão exagerado...

Eu te amo com a força dos ventos, com o calor do fogo, com o frio do Ártico, com a beleza da lua, em noites de lua cheia, ou como o sol causticante, aquecendo o planeta. Eu te amo com as forças do meu pequeno corpo, com o coração, com o sangue que corre em minhas veias, pulmão e vísceras!




Esse post faz parte da Blogagem Coletiva, proposta pelo blog Espaço Aberto, para o Dia dos Namorados.
Leia +...

E voce não vem...!

17 comentários
 




As vezes tenho fome de voce, sede de voce, frio de voce, como se voce fosse meu alimento, a água que sacia minha sede, e o agasalho que me aquece do frio. E voce não vem... E então eu morro aos poucos de fome, de sede, de frio... E voce não vem... E eu preciso tanto de voce...





.
Leia +...

Falta de voce

58 comentários
 





Falta de voce




Sinto falta de seus braços me enlaçando em um abraço aconchegante e daquele abraço que me fazia sentir fugir o chão e ter somente seu corpo como apoio. Do jeito que passava braços em volta do meu corpo, e me aconchegava a você, numa conchinha prometida e cumprida...

Sinto falta de seus lábios roçando minhas orelhas, descendo pela minha nunca, arrancando arrepios e suspiros de um delicioso despudor. Sinto falta de sua boca mordiscando a minha, de seus lábios a brincar de um beija-não-beija tentador até que a sua língua a buscar a minha, lasciva e indecente a me beijar faminta como se ali ela pudesse saciar toda a sua fome, a nossa fome.

Sinto falta de suas mãos. Ah, as suas mãos, atrevidas, despudoradas, grandes, viris e exigentes, quando desabotoavam minha blusa e roçavam meus seios de uma forma a me levar ao nirvana, ou quando, desavergonhadamente, invadiam minhas coxas por sob a mesa e me faziam alcançar o delírio com força e poder, como se quisessem me fazer desmanchar em pedacinhos de prazer.

Sinto falta de você e de cada momento que vivemos. Sinto falta de você me puxando pelas mãos, me pegando no colo e me cobrindo de beijos. Sinto falta de você tirando meus sapatos, beijando meus pés e me enlouquecendo. Sinto falta da forma que me despia, me cobrindo de beijos a cada parte que descobria. Sinto falta, uma falta tão grande que chega a lacerar meu peito, uma falta de como me beijava inteira e me colocava sobre e mesa e me sorvia por inteira com lábios que ainda pulsam em mim. Falta de como me amava no sofá e de como assim era fácil conhecer o paraíso.

Ah, sinto falta! Falta do seu corpo sobre o meu, do calor, do frenesi,do êxtase que nos fundiam em um. Falta do seu sabor e cheiro, do seu gosto e do seu corpo.Sinto falta do beijo de boa noite, da maneira que ajeitava o edredom para me aquecer, do jeito que alisava meus cabelos com tanta ternura e carinho , da sensação de ficar alí, em seus braços, ouvindo sua respiração enquanto dormia, e de como eu me negava a adormecer, com medo de perder cada segundo ao seu lado. Sinto falta, uma falta que me faz faltar o ar, que arde, que queima, que lacera, que corrói o meu peito, que atormenta meus dias e torna minhas noites mais longas.
Falta de você!

.


Ilustração: Mulher no Sofá, Van Dongen
Leia +...

Hora de agradecer...!

41 comentários
 



Nem sempre nos lembramos de agradecer por tantas graças alcançadas.
Gracias a La Vida é especial para esse meu momento.Depois de alguns dias hospitalizada,uma cirurgia de emergência, outros tantos convalescendo, só tenho que agradecer e dar Gracias a La vida!
Beijos e obrigada pelo carinho de todos!


.
Leia +...