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Um Encontro...!

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Naquela manhã ela despertou cedo, iria conhecer um moço que pela pequena foto através da tela ela já conhecia, pelos seus jeitos e trejeitos, descrições e afeitos ela já o descrevia como um moço de usança simples. Ouvira sua voz, conhecia o timbre o tom e o jeito um tanto quanto jeitoso de articular palavra por palavra que formavam seus breves diálogos; e diálogo indo, diálogo vindo em forma de dança de dia de domingo, a moça se deixou ganhar e o moço percebeu seu ganho, mesmo ignorando a distancia. Passou o dia com os dedos se entrelaçando, as unhas roendo, o cabelo mexendo com o ar e o jeito que demonstra pura ânsia. Em um abre e fecha de gavetas e portas, de forma continuada ela escolheu seus trajes, peças intimas, sapato meia e ate pensou num jeito pro cabelo ficar. E qual seria a mais bela cor pra suas unhas pintar? Bom, esse ponto ela ainda não sabia, mas sabia que para ele o esforço valia, e bonita pra ele lá foi a moça ficar. Era seu primeiro encontro com um moço, depois de certo tempo de clausura voluntária, e um moço que ela desconhecia, conhecia sim, uma voz um rosto, mas não um toque, um sorriso de pele se abrindo em sua frente ao invés de uma foto em que sorrisos são meras formalidades. Entre conversas que acabavam rápidas ou que davam vontade de se perder uma vida inteira dentro delas, eles marcaram a hora, o dia, uma sombra, bebida fria e o lugar do encontro. A água caindo sobre o pelo, a mente delirante e a água fria que esfria idéias de uma cabeça que não para, a toalha, a lingerie, as jóias, tudo bem escolhido, detalhes que a diferenciariam naquela noite em que tudo caminhava para perfeição. Atravessar uma cidade viva, cheia de cores, luzes, vozes, barulhos que vem de todos os lados e não perceber nem mesmo a musica no interior do carro porque tudo fica muito mudo diante dos pensamentos que vem e que vão. Chegou no local, atravessou a rua com o coração cortando a garganta em direção a boca e ligou com as mãos frias, sentindo-se vigiada, pernas tremendo, seus olhos vindo de onde e a hora chegara da tremedeira as pernas se sentiram com vontade de correr, voltar pela mesma rua e cortar novamente aquela cidade. Mas a ansiedade se domina, uma vez dominada vem a calmaria que é sempre falsa, pois é puro convencimento. Viu o rosto da foto se levantar revelando uma altura que a fotografia não revelara, encorpado e com a voz grave e lindos olhos negros, o que preenchia todas as expectativas que a moça tinha. Um copo d’água pra resfriar o momento e acalmar o corpo que tremia. De goles lentos a água se esvaiu junto com os olhares de reconhecimento e apreciação. Os olhos percorriam o moço, cabelo, olhos, boca (parte que merecia especial atenção), sorriro cativante, mãos e tudo mais que se pode notar entre um olhar, uma palavra e um sorriso, tudo bem pesado e bem medido. O moço agradou seus olhos, assim a conversa fluiu. Falava-se de tudo menos do tempo, o que provava a abundancia de assuntos e a dissipação da ansiedade e do nervosismo. A hora se alongou junto com a conversa, minutos que se passavam e se desaguavam em horas e o encanto era como um barco que ia sendo levado pela correnteza das palavras do moço, e cada sorriso e olhar dava uma certa chacoalhada na embarcação. As horas se passaram, o encontro findou, mas as lembranças são doces, doces lembranças de perfeição.



PS:Para um Moço muito especial!

Moça avassaladora...
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