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Menino Vadio...

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Te quero assim
Sem compromisso
Sem amanhã
Sem o antes
Sem o depois
Sem chegadas
Sem partida...
Te quero assim
De qualquer jeito
de todas as maneiras
Sem hora marcada
Sem hora de chegada
Sem hora de partida
Sem Campainhas...

Te quero assim
Sem futuro
Sem passado
Te quero hoje
Te quero agora...

Te quero assim
Sem amarras
Sem grilhões
sem correntes
Sem cercas
Sem demarcações
Te quero livre
Te quero solto

Te quero assim
Te quero príncipe
Te quero plebeu
Te quero mocinho
Te quero bandido
Te quero cavalheiro
Te quero cafajeste...




Porque te quero e por tanto te querer, não quero mais nada...


Tetê, obrigada pela música... Gostei tanto, que aquí está... Na medida certa para o meu post...rs


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Desalento...!

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Hoje,quando olhei para céu, vi que a lua faltava um pedaço... Foi como se visse meu próprio coração...
Ele também está faltando um pedaço... Como a lua minguante.... Pedaço que o alguém levou e ainda não trouxe de volta. Sinto uma sensação de perda angustiante.
A noite se rendia ao brilho mágico daquele pedaço de lua... A dor de uma solidão estranha percorreu o meu corpo...
Era como se a dor se rendesse diante de tanta beleza em uma única noite...
E nessas horas, em que perco o rumo de meus pensamentos, começo a divagar... Pensamentos vários se afloram, vindos acompanhados de uma dolorosa sensação de impotência, que aos poucos vai tomando conta de mim... Me sinto inebriada com a dor...
Assim como a noite não controla a lua, que misteriosamente desafia os amantes, assim também, não consigo controlar meu sentimentos... Sentimentos que insistentemente me desafiam.... Que sentimento é este??? Amor atrevido! Amor invasivo! Amor cafajeste! Amor bandido!
Esse amor não pede licença... Chega de mansinho, como a lua, e se instala... Como uma raiz em terra fértil se apodera de minhas reservas... Coloca por terra qualquer tentativa de reação, de defesa, de luta...
Sinto-me frágil, diante dessa angústia.
Eu que pensei que era uma rocha... Ledo engano...
Me sinto reduzida a uma pequena e frágil flor... Flor que a tempestade de sentimentos que agora toma conta de mim, balança de um lado para outro freneticamente...
Tento me recompor... Ser firme... Mostrar que ainda sou capaz de lutar...
É nessa hora que junto meus sentimentos esparramados... E vejo mais uma vez, a força do vento que percorre as noites, açoitar e arremessar meu pobre e esfalecido coração ao chão...
Ah, a noite... Como é dolorosa a solidão ...
Ah, o amor! Só quem experimentou esse sentimento, sabe como é gostoso a busca eterna por ele...




O Grande Poeta já sabia...



Todas as Cartas de Amor são Ridículas

Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)

Álvaro de Campos
Ilustração: A Lua - óleo sobre tela de 1928 - Tarsila do Amaral
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