Nada ficou no lugar...

O dia amanheceu lindo!
Um sol atrevido veio esquentando suavemente essa fria manhã de abril. Preguiçosamente abri os olhos e ainda sonolenta deslizei minhas mãos vagarosamente pelo meu corpo, como se quisesse reviver aqueles nossos momentos.
Voce me veio a cabeça como cachoeira, inundando tudo. A lembrança das emoções e sensações vividas me invadiram , me fazendo estremecer. Meio perdida entre sonho e realidade, deixei-me ficar alguns minutos em um estado de letargia. Apenas meus pensamentos, num frenesi, tentavam ordenar as imagens e palavras que se agitavam em minha mente. Ainda sob o efeito dessas lembranças, me enfiei embaixo do chuveiro, na tentativa de amenizar tantas pertubações.
São momentos assim que viram poesia. Momentos de puro encantamento, onde as palavras como que criam forma, e vão, através de nossas mãos, se tornando exigentes e reais. O que vivemos não foi sonho, não foi fantasia, foi real. O que sentí, ou o que sentimos, foi real... As palavras foram mero instrumento, usadas por nós, para realizar aquilo que nossos corpos exigiam, numa alquimia de ardentes desejos que fundiram nossas almas.
Depois de voce, nada ficou no lugar...
Não sei o efeito da heroina, do haxixe, do LSD, da maconha ou outra droga qualquer... Sei o efeito que voce causa em mim, e é deliciosamente inebriante.
Um sol atrevido veio esquentando suavemente essa fria manhã de abril. Preguiçosamente abri os olhos e ainda sonolenta deslizei minhas mãos vagarosamente pelo meu corpo, como se quisesse reviver aqueles nossos momentos.
Voce me veio a cabeça como cachoeira, inundando tudo. A lembrança das emoções e sensações vividas me invadiram , me fazendo estremecer. Meio perdida entre sonho e realidade, deixei-me ficar alguns minutos em um estado de letargia. Apenas meus pensamentos, num frenesi, tentavam ordenar as imagens e palavras que se agitavam em minha mente. Ainda sob o efeito dessas lembranças, me enfiei embaixo do chuveiro, na tentativa de amenizar tantas pertubações.
São momentos assim que viram poesia. Momentos de puro encantamento, onde as palavras como que criam forma, e vão, através de nossas mãos, se tornando exigentes e reais. O que vivemos não foi sonho, não foi fantasia, foi real. O que sentí, ou o que sentimos, foi real... As palavras foram mero instrumento, usadas por nós, para realizar aquilo que nossos corpos exigiam, numa alquimia de ardentes desejos que fundiram nossas almas.
Depois de voce, nada ficou no lugar...
Não sei o efeito da heroina, do haxixe, do LSD, da maconha ou outra droga qualquer... Sei o efeito que voce causa em mim, e é deliciosamente inebriante.
Ilustração: Manhãs de Outono (Von Herbst morgens )
Um carinho especial de um amigo, aqui: http://planogeral-marcosrocha.blogspot.com/, vale a pena conferir, pelo profissionalismo e serieade do blog.
.
Fragmentos

O sonho é tão lindo, que pertubá-lo com a realidade é até uma heresia.

É na realidade que vivemos, e para ela que temos que voltar, quando as asas cansadas não conseguem mais voar...
.
A sutil diferença...!
.
A sutil diferença entre o amor e o ódio, é uma tênue linha que, se rompida, deixa à mostra o que de pior há em nós.
Quebra todo o encanto, nos transformando em feras feridas, acuadas, prontas para o ataque.
Ilustração: Foto retirada da internet.
.
Vazio de mim

Não gosto desse vazio, dessa aridez de sentimentos, dessa sensação que trespassa a alma.
Sou repetitiva, eu sei, só falo de dores e perdas. Mas o que fazer, se os sentimentos que me assaltam são sempre assim, como se quisessem me devorar . Não escolhemos sentimentos, como escolhemos as roupas, sapatos, jóias, e até o perfume, pela manhão, ao sairmos para o trabalho, a noite para irmos a um barzinho, ou no final de semana, para aquele passeio no campo...
Não existe uma loja de felicidade. Imagine um departamento, onde se pudesse escolher sentimentos...
Portanto, se derramo tristezas, se é tudo tão sombrio, é porque não se escolhe o que sentir, como sentir, onde sentir e quando sentir....
Os sentimentos de tristeza e solidão nos tomam de assalto, covardemente, se apossam do nossos pensamentos, sem nos dar qualquer chance de reação e defesa. Imobilizados pela sua força brutal, somos subjugados à sua ação aniquiladora, e só depois de nos levar toda a alegria e felicidade, se dão por satisfeitos.
Pudesse eu correr os olhos pelo meu closed e escolher, em uma prateleira abarrotada de sentimentos, só os de euforia...
Com certeza, sairia todos os dias vestida de felicidade!
.
M de Mulher

M de Mulher:
Seus Malabarismos Mágicos Manipulam Marionetes.
Meninas, Mães, Madres, Marquesas e Ministras.
Madalenas ou Marias. Marinas ou Madonas.
Elas são Manhãs e Madrugadas.
Mártires e Massacradas.
Mas sempre Maravilhosas, essas Moças Melindrosas.
Mergulham em Mares e Madrepérolas, em Margaridas e Miosótis.
E são Marinheiras e Magníficas.
Mimam Mascotes.
Multiplicam Memórias e Milhares de Momentos.
Marcam suas Mudanças.
Momentâneas ou Milenares, Mudas ou Murmurantes,
Multicoloridas ou Monocromáticas, Megalomaníacas ou Modestas,
Musculosas, Maliciosas, Maquiadoras, Maquinistas,
Manicures, Maiores, Menores, Madrastas,
Madrinhas, Manhosas, Maduras, Molecas,
Melodiosas, Modernas, Magrinhas.
São Músicas, Misturas, Mármore e Minério.
Merecem Mundos e não Migalhas.
Merecem Medalhas.
São Monumentos em Movimento,
Esses Milhões de Mulheres Maiúsculas.
(Autor desconhecido)
Recebi em forma de comentário da Ana, Pelos Caminhos da Vida. Tão intenso, que aqui está, para compartilhar com todos, em especial com minhas amigas seguidoras, Mulheres de fibra, que são as grandes homenageadas nesse Dia Internacional da Mulher.
Se alguém souber a autoria, me avise, para que eu possa dar os créditos.
.
Realidade...!

Pés no chão.
Cabeça nas nuvens.
Qual o segredo para viver esse paradoxo?
Nunca perder o nosso cotidiano de vista.
Talvez esse seja o segredo das pessoas com a cabeça no lugar.
As vezes andamos nas nuvens, e se não estivermos com um pé na realidade, o tombo é feio...
A vida não se sustenta de ilusões e sonhos. É muito bom sonhar, faz a gente delirar, cantar, fazer poesias...
Mas jamais esquecer que amanhã é quarta-feira, e que temos de trabalhar, estudar, levar os filhos ao médico,ir a reunião do colégio, fazer supermercado, ir ao salão de beleza, levar o carro na oficina, pagar as contas, levar e buscar os filhos nas festas, chamar o jardineiro, trocar aquela lâmpada queimada, organizar a festa da filha, chamar o bombeiro para consertar aquela torneira pingando, contratar a empregada, levar a roupa na lavanderia, ir ao psicólogo, senão a cabeça pira, ir a academia, à sessão de yoga...
Ah! E ainda tem aquela reunião no escritório, no final da tarde...
O chão da realidade é assim...
E os sonhos? Bem, os sonhos... continuemos sonhando...
Afinal, são eles que nos sustentam, sustentam a alma.
Cabeça nas nuvens.
Qual o segredo para viver esse paradoxo?
Nunca perder o nosso cotidiano de vista.
Talvez esse seja o segredo das pessoas com a cabeça no lugar.
As vezes andamos nas nuvens, e se não estivermos com um pé na realidade, o tombo é feio...
A vida não se sustenta de ilusões e sonhos. É muito bom sonhar, faz a gente delirar, cantar, fazer poesias...
Mas jamais esquecer que amanhã é quarta-feira, e que temos de trabalhar, estudar, levar os filhos ao médico,ir a reunião do colégio, fazer supermercado, ir ao salão de beleza, levar o carro na oficina, pagar as contas, levar e buscar os filhos nas festas, chamar o jardineiro, trocar aquela lâmpada queimada, organizar a festa da filha, chamar o bombeiro para consertar aquela torneira pingando, contratar a empregada, levar a roupa na lavanderia, ir ao psicólogo, senão a cabeça pira, ir a academia, à sessão de yoga...
Ah! E ainda tem aquela reunião no escritório, no final da tarde...
O chão da realidade é assim...
E os sonhos? Bem, os sonhos... continuemos sonhando...
Afinal, são eles que nos sustentam, sustentam a alma.
.
Inércia

Da janela da minha sala, vejo a vida que passa.
Meus olhos vislumbram a tênue linha que
separa "o céu da terra".
O horizonte se agiganta e desaparece das minhas vistas,
enquanto faço um esforço, em vão, para alcançá-lo.
Meu olhar vagueia por entre os carros que passam,
pelas pessoas que transitam absortas em seus pensamentos,
pelas árvores que balaçam indolentes ao sabor de
um vento que mais parece acariciá-las.
É uma tarde morna.
Daquelas que nos entediam, um convite ao ócio.
Uma sensação de dormência entorpece os sentidos.
Meu olhar cansado, ofuscado pela claridade, vai perdendo
o foco, e as imagens vão ficando retorcidas e embaçadas.
Sinto nos ombros o peso do mundo.
Os braços caem inertes ao longo do corpo,
O coração palpita forte e compassadamente
como se precisasse de mais ar.
Pernas cansadas, parecem ter cem anos.
Os pés, como chumbo, fixam-me ao chão.
Nem um músculo do meu corpo reage.
A boca exibe um sorriso que é mais um
rito do que já foi um dia.
As mãos frias se entrelaçam, como para ter certeza uma da outra.
Nesse ato de inércia e contemplação,
perco-me em meus devaneios.
Estou à procura de mim.
PS: Meu carinho especial a todos que aqui estiveram, deixando palavras de incentivo, força, carinho...
O meu muito obrigada!
Despedida...!

Despedidas são sempre melancólicas... Por quase um ano mantive com cada um de voces, uma troca de energia, carinho, amizade, o que me fez muito feliz.
Esse tempo em que mantive o blog, tive muitas alegrias, grandes amigos, mesmo virtuais, mas que de tão forte, impossível não ser real... Alguns se tornaram reais... Amigos de carne e osso...
O que me faz acreditar que existe vida alem desse monitor...
Quero homenagear a todos voces, através minha primeira seguidora e quem primeiro comentou em meu blog, Paula Barros, do blog http://pensamentosefotos.blogspot.com/ , e no meu último post, minha mais nova leitora Valéria, do Blog http://bloggeragora.blogspot.com/.
Faço isso, porque citar nominalmente tantas pessoas queridas que passaram por aqui, é praticamente impossível... Foram 10.000 visitas....
Algumas passaram... outras ficaram... e fizeram desse meu mundinho, um mundo de sonhos...
Com Paula Barros, a mais antiga , e com Valéria, a mais nova, encerro aqui o Minhas vidas. Deixo a porta entreaberta... Pode ser que ainda reabra... pode ser que feche de vez...
Realmente não sei... Estou em um momento em que não me sinto em condições de manter o blog, como sempre mantive...de escrever... de retribuir as visitas... de visitar os amigos... de agradecer tanto carinho que recebo de voces... Estou em falta com todos...
Me faltam palavras para me expressar. Obrigada!
Beijos e abraços avassaladores!
.
.
Percevoir:
http://bitsofwisdom.org/2009/10/21/interesting/perception/
.
Contraponto...!

A magia de viver
está na facilidade com que a gente vai
das lágrimas ao riso...
Da apatia ao êxtase
Da tristeza a alegria
Da solidão a emoção
De ter alguém no coração
O sangue que ferve nas veias
A vida que pulsa
A euforia que contrapõe ao desânimo
Das tempestades a um lindo dia de sol
Dos campos secos e desfolhados do outono
Aos campos floridos da primavera
Do calor escaldante do deserto
Ao frescor de um oásis
Nossa capacidade de regenerar
Colar os caquinhos
Crescer as partes amputadas
A capacidade de sonhar
De acreditar
A esperança
Está em nós... em nosso coração... em nossa alma...
Basta acreditar...!
* Porque ainda é primavera e eu ainda não perdi a capacidade de observar a beleza das flores....
.
Tentação...!

Não me responsabilizo, quando a tentação é voce
Voce é a maçã que eu quero morder
É o inferno que eu quero experimentar
É o fogo onde quero me queimar
É o precipício onde eu quero cair
Águas profundas onde quero me afogar
Com voce perco o juízo
Não tenho medo do perigo
Perco os meus medos
Esqueço a cautela,
Fico atrevida
Sei dos riscos
Mas sempre me arrisco...
* For you...
.
Não...!

Não verás o pranto em minha face
Não verás a tristeza estampanda em meus olhos
Não verás meu acabrunhamento
Não verás o meu sorriso triste
Não verás!
Não ouvirás minhas palavras de arrependimento
Não ouvirás os meus lamentos
Não ouvirá os meus gritos de dor
Não ouvirás!
Não saberás do meu sofrimento
Não saberás de minhas noites de insonia
Não saberás das minhas manhãs frias
Não saberás dos meus domingos vazios
Não saberás de meus dias de tormento...
Não saberás da dor ao ouvir nossas canções
Não saberás!
Não saberás das minhas dúvidas
Não saberás das minhas incertezas
Não saberás das minhas fraquezas
Não saberás das minhas tristezas
Não saberás das minhas mágoas
Não saberás!
Não saberás das madrugadas em claro
Não saberás o quanto me faz falta o teu beijo
Não saberás o quanto quero teu abraço
Não saberas o quanto meu corpo ainda precisa do teu
Não saberás!
Não saberás de minhas noites de insonia
Não saberás das minhas manhãs frias
Não saberás dos meus domingos vazios
Não saberás de meus dias de tormento...
Não saberás da dor ao ouvir nossas canções
Não saberás!
Não saberás das minhas dúvidas
Não saberás das minhas incertezas
Não saberás das minhas fraquezas
Não saberás das minhas tristezas
Não saberás das minhas mágoas
Não saberás!
Não saberás das madrugadas em claro
Não saberás o quanto me faz falta o teu beijo
Não saberás o quanto quero teu abraço
Não saberas o quanto meu corpo ainda precisa do teu
Não saberás!
.
D de dor...!

Dor
Dilacera
Desatina
Desorienta
Desalenta
Desconsola
Descompassa
Desanima
Descabela
Desassossega
Deprime
Destroi
Desanda
Desgosta
Desespera
Desanda
Desgosta
Desespera
Desconcerta
Desmorona
Desaponta
Desequilibra
Desencanta
Desenxabida
Descontente
Desmorona
Desaponta
Desequilibra
Desencanta
Desenxabida
Descontente
Descabida
Desmedida
Desvairada
Devastadora
Descompassada
Destrambelhada ...
Descompassada
Destrambelhada ...
Podem continuar a lista, porque a dor não acaba aqui...
Ilustração: John Everett Millais, Ophelia.
Assinar:
Postagens (Atom)


Subscribe to email feed






