Amor avarento...!

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A primeira lida, soa meio estranho imaginar um amor avarento. Mas quando o amor chega, e nos invade, percebemo que queremos um amor avarento sim... Um amor para amar bem devagarzinho, que é para não acabar logo...

Amar devagar, sem pressa, sem horário, sem limites, sem barreiras. Amar a conta-gotas, para durar indefinidamente, e que se acabar, que fique o sabor do "eterno", pela intensidade de sentimentos.

Amar lentamente, demoradamente,pausadamente... Traçar mapas geográficos na pele um do outro, numa sensual cartografia do corpo amado, decifrar com as pontas dos dedos cada pontinho de prazer, como se estivesse em código braille...

Quero gotinhas desse amor, dosadas egoisticamente, todos os segundos, todos minutos, todas as horas, todos os dias, indefinidamente... Gotas homeopáticas de paixão, de desejo, de encantamento, de magia... Um amor avarento, para ser degustado bem escondidinho, que é pra ninguém pedir um pedacinho...



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Sobre raios de sol...!

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Nossa vida tem seus dias de raios de sol, dias chuvosos, dias nublados, noites de tempestade, noites escuras como o breu, ou noites em que a lua derrama sua luz prateada, deixando tudo iluminado...

Hoje, eu preciso apenas de uma vela...




*"Não perdi nada...
Apenas a ilusão de que tudo
podia ser meu para sempre."


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Dos meus medos...!

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Num processo de negação, tento esquecer sua ausência. Os minutos, as horas, os dias em que não estás por perto, deixam-me num estado de lertargia total, onde nada mais importa.
Na doce ilusão de aplacar essa ansiedade,me entrego a mil e uma atividades. Como uma criança hiperativa, ligo a TV, abro um livro, ligo o computador, escrevo, ouço música, leio poesias, as vezes abro uma garrafa de vinho, recebo um telefonema, ligo pra alguém, saio com amigos,me peguei até indo mais à casa de minha mãe, e por lá ficando, como a escorder-me das saudades tuas, como se todo esse burburinho pudesse afastar de mim tua presença,como se pudesse afastar-te para bem longe, mas, a despeito de tudo isso, continuas sempre por perto, como um fantasminha camarada a rir-se de mim...
Toda essa fuga é medo, medo de perder tudo isso que estou sentindo. Medo que de novo, o vazio se apodere de mim, e a beleza dos sentimentos despertados por ti esvaneçam no ar...
Sinto medo... Medo de não mais sentir a boca seca, o coração batendo forte, a falta de ar, esse nó na garganta, como se pudesse chorar de felicidade a qualquer momento, as mãos trêmulas ao atender o telefone quando ligas, a pele arrepiando ao ouvir tua voz, as pernas bambas, com tuas palavras deliciosamente atrevidas e indecentes, essa onda de prazer que invade meu corpo, toda vez que penso em ti. Medo, meu amor, um medo angustiante de não viver outros momentos, como os que vivemos. Medo de que algo se interponha entre nós. De não termos nossos dias, nossas noites, nossas horas, nosso segundos, nossas fantasias, nossos sonhos tão sonhados...

É medo, amor, apenas medo...




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A quatro mãos...!

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Em princípio
Eram palavras numa tela
Já insuficiente
Instala
Sentimentos desordenados
mais que ele, a paixão
Impaciente, indecente
que se torna desabrida
Num misto de atrevida e inibida
O corpo surge...
Mosaicos de desejos
A princípio homeopático
Avassaladora sensação
Vai se tornando inapelável A paixão.
Ofegante a respiração
O corpo exposto com fartura
Numa deliciosa tortura
Estreita o caminho de volta
Já sem volta
Fui a loucura
Sem querer a cura
Estou apaixonado.
Estou apaixonada.
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Uma flor nasce aqui, como diz o próprio autor do blog: Antonio Tapadinhas -http://semargens.blogspot.com/
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Das saudades...!

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Hoje me peguei a ler e reler comentários vários, de posts antigos. A vida, o dia-a-dia, essa roda viva em que vivemos, vai nos levando de roldão, e quando nos damos conta, o tempo passou...
Alguns amigos passaram, outros chegaram, alguns amores se perderam pelo caminho, outros surgiram como o florescer da primavera...
A vida é um ciclo, ou círculo, sei lá que terminologia usar para definir esse nosso viver, tão recheado de paradoxo angustiantes, outros, de pura felicidade.
O certo é, que, uma garrafa de vinho, um frio de 18º , as custas de um ar artificial, me fez parar e tentar reviver momentos que marcaram minha vida, desde que ingressei nesse mágico mundo da blogosfera.

Há momentos em que nosso mundo vira de cabeça pra baixo, e desastrados que somos, até conseguirmos colocar tudo em ordem, a "barafunda" que se torna nossa vida, vamos perdendo o que temos de melhor, os amigos, que sempre nos confortam, com palavras de puro encantamento, em momentos que para nós, o mundo desaba...
Mas ao reler o que tenho de comentários, de amigos que por aqui passaram, deixando para mim, gotinhas de otimismo, de felicidade, de amizade, de amor, de carinho, fico emocionada e me sentindo culpada por não conseguir retribuir tudo isso, como deveria, como cada um de voces merecem.
Amigos, hoje é dia de saudade... Saudade, apenas saudade!
Sei que cada um de nós, temos nosso tempo, por vezes, de tempestade, outros de sol de primavera...
Plantei lentrinhas, rimas, amor , e muito carinho, no jardim da minha vida...
Acho que vou ter um belo canteiro de poesia... Que florescerá com o adubo da amizade de cada um de vocês...
Vocês são como a chuva que chega e mata a sede da terra, fazendo a natureza se regenerar, fazendo a vida brotar verdejante e exuberante, onde antes só havia a natureza morta, pela seca e pelas queimadas...
Me perdoem pela ausência. Tenho fé que em algum momento, as coisas voltarão ao rítmo normal. E obrigada pele generosidade do carinho e amizade de todos.

Beijos, com sabor de primavera, para cada um de voces, que ocupam um lugar especial em meu coração...





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