A Serenata...!

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A Serenata


Autora: Adélia Prado



Uma noite de lua pálida e gerânios
ele viria com boca e mãos incríveis
tocar flauta no jardim
Estou no começo do meu desespero
e só vejo dois caminhos:ou viro doida ou santa.
Eu que rejeito e exprobro
o que não for natural como sangue e veias
descubro que estou chorando todo dia,
os cabelos entristecidos,
a pele assaltada de indecisão.
Quando ele vier, porque é certo que vem,
de que modo vou chegar ao balcão sem juventude?
A lua, os gerânios e ele serão os mesmos
— só a mulher entre as coisas envelhece.
De que modo vou abrir a janela, se não for doida?
Como a fecharei, se não for santa?
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Feitiço...!

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Feitiço


Teus olhos
Tua boca
Teus beijos
Meu feitiço!

Tua voz
Teu cheiro
Teu toque
Meu feitiço!

Teu sorriso
Teu carinho
Teu abraço
Meu feitiço!

Teu encanto
Teu fascínio
Meu feitiço!
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Amor Que Morre...!

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Amor Que Morre


Florbela Espanca


O nosso amor morreu... Quem o diria!
Quem o pensara mesmo ao ver-me tonta,
Ceguinha de te ver, sem ver a conta
Do tempo que passava, que fugia!


Bem estava a sentir que ele morria...
E outro clarão, ao longe, já desponta!
Um engano que morre... e logo aponta
A luz doutra miragem fugidia...


Eu bem sei, meu Amor, que pra viver
São precisos amores, pra morrer,
E são precisos sonhos para partir.
E bem sei, meu Amor, que era preciso
Fazer do amor que parte o claro riso
De outro amor impossível que há-de vir!


Autora: Florbela Espanca



PS: Participei de uma coletiva no Blog: http://palavrentaseescrevedores.blogspot.com/, Encontros e Desencontros. Para quem não leu, é um texto já publicado aqui em 13 /03/08, "Um Encontro".
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Lágrimas!

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lágrimas que caem

formam lagos

onde os sonhos

morrem afogados
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Sonhos...!

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Somos feitos de sonhos. Movidos pela esperança de realizá-los que acordamos todos os dias sorrindo para a vida! Como seria nossa vida sem os sonhos? Os sonhos nos mantém de pé... Os sonhos nos mantém vivos! Sonhamos sonhos gigantescos, sonhamos sonhos pequeninos...Sonhamos sonhos mirabolantes, sonhamos sonhos tão simples...Sonhamos com o concreto, sonhamos a o abstrato...Sonhamos com possível, sonhamos com o impossível...Sonhamos com o real, sonhamos com o irreal!
Sonhamos com o amor, sonhamos com a felicidade, sonhamos com aquele encontro de contos de fadas, sonhamos com o encontro moderno, pode até ser um cyber encontro... Sonhamos com aquele beijo que faz borboletas esvoaçarem no estômago, sonhamos com a pessoa perfeita... Sanhamos com aquele amor que faz a terra tremer e sonhamos com o amor seguro, onde ancorar o barco...Sonhamos com aquele encontro a luz de velas...Sonhamos com aquela cabana, uma lareira, duas taças de vinhos...Sonhamos com a pessoas perfeita... Nem que seja por uma noite! Sonhamos!
Há também que os sonhos de um povo vivendo em paz e livre de preconceitos, como sonhou Martin Luther King. Há sonhos concretos como a ida a lua, Há sonhos realizados, como JK ao construir Brasília. Há sonhos que ainda deixam a desejar, como a tão sonhada democracia... Há sonhos impossíveis, como o sonho da Paz Mundial, como sonhou Madre Tereza de Calcutá, Gandhi e tantos mártires que morreram lutando por ela! Há sonhos difíceis de realizar, como acabar com a fome no Brasil, como sonhou Betinho.
E ainda temos nossa caixinha de sonhos do dia a dia... Uma viagem, um carro, uma casa, um bom emprego, uma promoção, filhos formados, uma casinha no campo...

Sonhos, sonhos, sonhos...!

Se continuar a discorrer sobre eles, vou acabar me tornando enfadonha...

Creio até que não teria fim...

Afinal, sonhar não tem limites!

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Para Nunca Desistir de Ser Mulher...!

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Coloque um espelho no meio do meu caminho entre a lavanderia, o supermercado, o sapateiro, o colégio e a locadora. E que, ao me olhar, eu goste do que veja. Não deixe que eu passe uma semana sem usar um batom bem vermelho, uma bota bem alta ou jeans bem justo. Proteja meus cachos do vento e os brincos dos olhares invejosos. Que nunca falte na minha vida comédias românticas e boas depiladoras. Deixe que eu feche os registros e as janelas. Mas, por favor, abra algumas portas. Se eu estiver com vontade de chorar, faça com que eu chore um dilúvio. E que tenha saído de casa sem pintar o olho. Para cada dia de TPM, me dê uma vitrine com sapatos lindos. Já que eu nunca pedi milagres, faça com que minhas celulites seja ao menos discretinhas. Me dê saúde, tempo livre, silêncio. E um dermatologista de confiança. Tambèm vizinhos tolerantes que não perguntem por que eu corro na esteira depois da meia-noite.




Dê forças para eu insistir que meus filhos comam salada, digam obrigado, limpem a boca no guardanapo, façam as pazes e puxem a descarga. Cegue meus olhos para as sujeiras nos cantos e os brinquedos no meio da sala. Não deixe que a minha testa fique franzida como uma saia plissada.
Ajude para que eu chegue do trabalho e ainda consiga brincar, fazer cosquinha, pintar dentro da linha preta. E se eu não tiver a menor condição de me manter em pé, faça com que as crianças voltem dormindo da escola. Dê firmeza para os meus seios e os meus argumentos.




Entenda se eu pintar as unhas e roer tudo depois. Faça com que o sol seja meu personal trainer, meu complexo de vitaminas, meu carregador de bateria – mas quando eu pedir um diazinho de chuva, não pergunte por quê. Afaste os homens que não elogiam e os que buzinam antes de abrir o sinal. Proteja minhas poucas horas de sono e não me julgue mal caso eu não acorde de madrugada para cobrir meus filhos.



Que o trabalho não seja bom somente no dia do pagamento. Para cada batata quente, me dê um café recém-passado. Ilumine o espelho do banheiro e proteja minhas pinças, meus cremes e segredos. Entenda quando eu rezo para cancelarem uma reunião – não é gastar reza à toa, pode ter certeza. Faça com que eu siga a dieta e a intuição. Ajude a não faltar gasolina, nao furar pneu, não arranhar calota. E afaste os motoqueiros do meu retrovisor.



No meio de tudo isso, faça com que eu ache tempo para virar namorada de novo, ir ao cinema, jantar fora, beijar na boca, dormir abraçadinha. Por mais complicado que seja o meu dia, faça com que ele termine. E não eu.


(Revista Mulheres do Brasil – texto de Magali Moraes)

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Amigos...!

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Há, no universo virtual, um submundo que é um vasto campo para exploração e análise...

Ao adentrar o virtul mundo dos blogs, me ví em terreno desconhecido. Buscava, na minha pouca experiência com o mundo virtual, informática e toda essa parafernália tecnológica, um espaço onde pudesse dar vazão aos sentimentos que atropelavam meus pensamentos. Aos poucos fui me situando, me antenando, me posicionando, em informando e de de tanto gerundiar, me ví no olho do furacão...rs

Aos poucos, fui recebendo e conhecendo pessoas que hoje são imprecindíveis no meu dia a dia... Ao abrir meu blog, procuro por elas...Pessoas que se tonaram amigas, campanheiras, que acampanham cada post meu, que me incentivam, elogiam, quando eu mesma olho o que escrevi e acho que ficou uma droga! Tem pessoas novas, que aparecem como anjos e deixam luz por onde passam... Amigos novos surgem a cada post novo... E nada é mais delicioso, e hoje sei o valor de cada comentário, que encontrar pessoinhas que surgem desse buraco negro, chamado internet, e que tomam forma, nome, e passam a existir de forma gigantesca em minha vida.

Também tenho o carinho de saber o que acontece com cada amigo, missão as vezes impossível, pois a vida real nos toma uma tempo absurdo...rsrsrs E quando chegamos aqui, já estamos com o tempo esgotado...

Mas todo esse blá, blá, é para chegar em um ponto crucial... Até que ponto estamos inteiros aqui? Até que ponto essa máquina está nos enganando? Vivemos, a falsa ilusão de monte de amigos, e na realidade está cada um sozinho, em sua casa, seu escritório, seu quarto...Alguns, em uma cama, doente, outros com problemas, outros chorando, outos deprimidos, alguns desiludidos... Quem é vc que está me lendo agora? Quem sou eu, que estou aqui escrevendo para vc agora?

Quem somos nós, nessa louca ciranda cibernética? Que falsa ilusão... A quem estamos querendo enganar? Será que nossa capacidade de percepção está sendo afetada por essa máquina?

Olhamos nossa caixa de comentário, tem lá 20, 30 40, ou mais cometários. Cada um mais lindo que o outro. Mensagens que vem impregnadas de amor... Mas quão ilusório é tudo isso? Quando estamos aqui, o mundo parece perfeito... Num passe de mágica, somos transportados por mundos vários... Mas a realidade está aqui! A realidade está aí com vc! Eu sofro daqui, vc sofre daí, e fingimos que está tudo bem!

Será que é só isso? Será que não existe nada além da curva?



PS: Amigos, talves amanhã eu saiba as respostas...Hoje só tenho perguntas...


PS2: Esse texto está engasgado desde ontem, quando conversei com uma pessoa amiga e querida, que está passando por momentos díficeis. É um blogueiro amigo, que eu amo de paixão! E é para ele, todas essas minhas dúvidas sobre esse mundo virtual.
PS3: Faltou a explicação de que é um amigo que eu amo de paixão! Não se trata de uma paixão virtual... É uma linda amizade virtual!



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Arena...!

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O texto abaixo é de autoria de Edson Marques.

"Meu destino é viver na arena, dançando entre leões famintos. É um perigo, eu sei. Porém, nos intervalos das lutas, sorrindo, tomo sempre vinho rouge no gargalo colorido das garrafas de cristal. Talvez um dia eu acabe até morrendo na arena, quem sabe.

Acontece que, antes de morrer na arena, meus amigos, eu vivo na arena — e isso faz toda a diferença.

Prefiro ser o gladiador ensangüentado a ser um boi feliz.


Meu coração precisa de sangue, não de capim!"



http://mude.blogspot.com/

PS: Edson, tomei a liberda de dar um título provisório...
PS2: Quem me conhece sabe o quanto me identifico com esse texto!
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Cismei...!

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Cismei
Cismei que te amava
Cismei que te desejava
Cismei que te queria
Cismei
Cismei em te conquistar
Cismei em te esperar
Cismei que tudo podia
Cismei
Cismei com voce
Cismei por voce
Cismei em enlouquecer
Cismei
Cismei com um abraço
Cismei com um beijo
Cismei com um amasso
Cismei
Cismei com uma noitada
Cismei com uma pegada
Cismei em ser enlaçada
Cismei
Cismei que cismei, e me pego a cismar, se cismei de cismar de cismar!
Será que cismei?
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Clichê...!

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"Sou um sol, mas sou de lua
Adoro rir, mas chorar é inevitável
Tenho um brilho no olhar, mas as vezes o olhar perdido
Sou pequena, mas sei que sou grandiosa
Cheia de defeitos, mas com muitas perfeições
Uma dama, que também comete gafes
Inocente, mas nunca boba
Uma esfinge... e talvez um clichê!"

Autora: Iolanda Duarte




PS: Ioio, um pedaço de mim...

PS2:Alguns contratempos, mas aos poucos tentando voltar a normalidade e a visitar todos os amigos queridos!
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De novo o amor...!

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O que seria dos poetas e suas poesias sem esse sentimento tão estranho quanto o amor? Por mais que não queiramos, amor rima com dor! Amor não rima com alegria...Quando nos permitimos deixar o coração ser invadido sorrateiramente por ele, estamos fadados ao sofrimento, a angústia, ao ciúme, a lágrima, ao desespero, a saudade, a solidão.
Aquele frenesi da descoberta do amor, onde vivemos as emoções de achar que temos a lua e as estrelas , dura um tempo, dias, meses, anos, mas acaba.
Sim senhor, ele acaba... E é quando ele acaba, temos a nítida sensação de que o mundo acabou junto! Dramático? Sim, é dramático... E é nessa hora que queremos desabafar... O nó na garganta nos impulsiona a escrever. E ao escrever, surgem os mais belos romances, as mais belas poesias, as mais belas músicas. Isso não é nenhuma tese defendida por mim. É uma constatação óbvia!
Quando estamos vivendo um amor, não temos tempo... Estamos tão ocupados com as delícias de amor que não perdemos tempo escrevendo, ou compondo música. Queremos viver esses momentos em toda a sua plenitude, porque o amor nos deixa cegos, surdos e loucos! Claro que há controvérsia. Sei que há aqueles que até conseguem conciliar o amar com a razão...Para esses, o meu aplauso!
Para não ser enfadonha, cito apenas Shakespeare, Camões, Fernando Pessoa, Augusto dos Anjos, onde o amor e fonte inspiradora seus mais lindos poemas. Toda a história da humanidade é recheada com grandes romances que foram gigantescos e acabaram em tragédias, representados na música clássica, nas óperas, nos filmes e isso vem até os nossos dias... Uma exemplo só, mas que elucida esse texto que pode parecer fúnebre, mas que é real. Um pulo ao século XXI, uma viagem virtual por alguns sites e blogs, de pessoas conhecias ou não, famosas ou anônimas, literatas ou amadoras e uma constatação: A dor de um amor findado é cantada em prosa e verso como no início da humanidade!
E termino com uma pergunta que eu mesma respondo...
Alguém já deixou ou deixaria de viver as delícias e loucuras um amor arrebatador
com medo da dor, com mede de sofrer?
Não, jamais!

Um brinde ao amor que rima com dor!


PS: Não quero transformar meu texto em nenhum tratado sobre o amor. São elucubrações de uma alma inquieta...


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Momento dor de cotovelo...!

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"Deslizes

Fagner

Composição: Michael Sullivan / Paulo Massadas

Não sei por quê
Insisto tanto em te querer
Se você sempre faz de mim
O que bem quer
Se ao teu lado
Sei tão pouco de você
É pelos outros que eu sei
Quem você é...

Eu sei de tudo
Com quem andas, aonde vais
Mas eu disfarço o meu ciúme
Mesmo assim
Pois aprendi
Que o meu silêncio vale mais
E desse jeito eu vou trazer
Você pra mim...

E como prêmio
Eu recebo o teu abraço
Subornando o meu desejo
Tão antigo
E fecho os olhos
Para todos os teus passos
Me enganando
Só assim somos amigos...

Por quantas vezes
Me dá raiva de querer
Em concordar com tudo
Que você me faz
Já fiz de tudo
Prá tentar te esquecer
Falta coragem prá dizer
Que nunca mais...

Nós somos cúmplices
Nós dois somos culpados
No mesmo instante
Em que teu corpo toca o meu
Já não existe
Nem o certo, nem errado
Só o amor que por encanto
Aconteceu...

E é só assim
Que eu perdôo
Os teus deslizes
E é assim o nosso
Jeito de viver
E em outros braços
Tu resolves tuas crises
Em outras bocas
Não consigo te esquecer
Te esquecer..."


... Aos amigos queridos, um pedido de
desculpas pela minha ausencia. Na segunda-feira estarei mais presnte.
Por enquanto , um Fagner apaixonante!
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Magia...!

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Com os fios dos meus sentimentos
Com tramas e artimanhas
E o colorido da esperança
Teci um tapete de mágicos sonhos
Com a magia do amor
Sem razão, só emoção
Ele se pôs a voar
E sobre ele baila um coração
Ao som da saudade!


Mas como toda magia
Tem hora para findar
Na soleira da minha porta
Um lindo tapete está...


Ainda posso recordar...
Só não consigo rimar!



PS: Quero registrar aqui o meu agradecimento especial ao Cadinho, do blog

http://cadinhoroco.blogspot.com/

Uma citação, postada hoje, tenta desvendar um pouco a essência da Avassaladora...

Obrigada, Cadinho!
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